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Todo ano é a mesma coisa mal passamos do segundo semestre e já estamos pensando no final do ano. Cada vez mais cedo o comércio se prepara para receber as festas Natalinas. Antigamente podíamos encontrar nos supermercados panetones para a compra em meados de novembro. Estamos em setembro e já avistamos nas gôndolas este saboroso e tradicional pão. Fico me perguntando se vai chegar um tempo que logo que passar o carnaval, que é quando o ano realmente começa, iremos iniciar os preparativos para o Natal.

É! O tempo não para. E aliás ele voa. Em um piscar de olhos muitas águas rolam se que sequer notemos. As cidades grandes devoram nossos meses como crianças devorando brigadeiro em festa.

A sensação de que o tempo corre mais rápido se acentua com o passar da idade. E por isto muitos assumem o dobro de compromissos visando aumentar a produtividade. Tempo é dinheiro. E lá se vai o prazer do ócio, o carpe diem, o foco no momento presente. O resultado é que ficamos ansiosos, estressados, depressivos.

A ansiedade junto com a depressão é um dos maus do século. Conforme envelhecemos temos menos paciência. Pouco tempo nos resta e não temos tempo a perder. Mal podemos esperar chegar o dia daquela viagem. E quando ela finalmente chega, já estamos pensando na volta. Planejamos o Natal mas na noite de ceia não tiramos da cabeça a preocupação com a mala da viagem de reveillon. E por sua vez quando estamos no reveillon, imaginamos a volta ao trabalho.

Porque tanta pressa? O Natal sempre vem e com ele o final do ano, para então recomeçar tudo de novo. E nós, aqui na terra, continuamos a seguir o nosso curso. Querer apressar as coisas é o mesmo que desejar que acabem logo. E o final da história todos nós sabemos. O único fato certo. A morte. Quem corre para o amanhã corre, na verdade, para os braços dela.

Viva cada minuto pensando no hoje. Não se preocupe com o amanhã. Pode ser que ele de fato não exista. E para onde vamos não levaremos nada. Nem dinheiro, nem bens, nem o corpo sarado. Só permanecerá nossa história, o que vimos, o que lemos, para onde fomos e o tempo que passamos com que amamos. No fim das contas o que mais importa é a vida que a gente leva hoje. Deixar para ser feliz mais tarde é um dos maiores enganos que podemos cometer. E neste caso o viajar é muito mais que a viagem!

Aproveite o dia! O Sol de hoje! Carpe diem! E seja feliz!

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