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Bom dia segunda feira! Você não é a minha preferida mas também tem o seu valor. É quando a semana de trabalho começa. O que para quem ama o que faz deveria ser maravilhoso. Ok, trabalho é trabalho. Mesmo quando amamos, as vezes odiamos. A parte chata existe e muitas vezes não há maneira alguma de delega-la.

Eu acredito muito em dualidade no mundo. Talvez eu seja mesmo uma pessoa sem meios-termos. Não gosto de bege para as escolhas da vida. Cor é clara ou escura. A gente ama ou odeia. Quando gosta mais ou menos é por que não gosta. Eu sou daquelas que ainda acredita que temos que ser fiéis aos nossos princípios. Doa a quem doer. Por isto o mundo corporativo me é tão ardor. Nele vencem os beges. Não há espaço para afinidades, valores, sinceridade. Onde já se viu dizer honestamente ao seu cliente que você não vai com a “fuça” dele e é melhor que ele desapareça da sua frente pois hoje a TPM esta atacadíssima. Ok! Nuca fiz uma coisa destas. Vontade não faltou, mas a educação nunca permitiu.

Entretanto, em um ambiente no qual a “política” impera, ser polida de nada adianta. É preciso forjar afinidades, comprar relacionamentos e maquiar simpatia onde não existe. Pessoas passionais acabam por se trair. Tentam ser racionais mais logo estão com as bochechas rosadas de ódio ou com os olhos marejados de amor. Piegas? Sim, muitas vezes. Mas como descosturar um cenário de quem já nasceu para o palco e pregado, nele?

E aqui uma confissão. Invejo quem consegue separar na vida sexo de amor, trabalho de seu papel no mundo, casa de corpo. Ser racional a ponto da pessoa física não concordar mas a jurídica é paga para isto, ora bolas!

Uma certa vez uma gestora que tive me disse: – Quando precisamos do dinheiro e temos um filho para sustentar, abaixamos e colocamos até uma flor no rego se for o caso, já dizia minha avó.

Eu escutei aquilo horrorizada. A vida inteira escutei da minha falecida mãe que temos que impor nosso limite, correr atrás do que acreditamos. Afinal quanto mais abaixamos mais aparece a…  E sempre existe a possibilidade de largar tudo e vender batatas na feira.

Ela era muito romântica e passional. Sangue quente, mulher forte de não leva desaforo para casa. Talvez até por isto mesmo tenha durado tão pouco tempo entre nós. Mas seja quente ou seja frio jamais morno. E eu vou seguindo na vida, pelando de quente ou congelando de frio. As vezes me queimando e em outras me resfriando, mas sempre em paz comigo mesma.

E enquanto estou tentando montar minha barraca para vender batatas na feira me pego pensando naquela senhora avó da minha ex chefe abaixada com um ramalhete de flores… Espero que não fique com dor nas costas e que as flores não tenham muitos espinhos.

Ah a segunda feira! Como eu te amo e como eu te odeio. Mas tenha a certeza de que jamais ficarei indiferente diante de ti.

A segunda feira é como um recomeço. E como é bom renovar, reviver, repensar. Vamos lá mulheres mais uma semana pela frente. E muita obra para tocar.

Boa semana!

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